LEONARDO BACHIEGA
Sentado no banco, olho o prato como se até a ele lhe faltasse algo, a procura pela comida.
Eu, com o celular na mão, buscando as últimas mensagens do grupo da família do WhatsApp, quem sabe algum sossego. Aquela é a hora em que o esforço pede a fresca e não pode faltar um estalo de prazer. Sabemos que vivemos cansados, envelhecemos de forma cansada e a gente faz o que pode para viver. Olho para o lado e pergunto. Você está feliz no seu emprego? Ela ajeita a boina levemente para a direita; é sempre sensacional olhar para uma pessoa e perguntar a ela, o que a prende a um determinado lugar. Ela segura a próxima garfada e, respondendo com o olhar de um canino amigo, diz adorar o trabalho, gozar de hábitos saudáveis, e gostar muito da simplicidade da forma como isso se sucede. Eu não imaginava que fosse possível gostar tanto da forma de trabalhar, se foi isso mesmo que ela quis dizer. Ela, assegurando tal receptividade sacra do serviço, disse algumas coisas.
