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Livro de Papel Adriana Versiani dos Anjos [Edição do Autor, Belo Horizonte, 2009]
O diferencial desafiador do novo livro de Adriana Versiani está na questão emblemática posta no tema: Como ou por que "escrever biografias de vocês que não existem"? Desmantela-se desde já a concepção da falácia literária, bem como da caracterização acadêmico-genérica da biografia ou do conceito remanescente da Antiguidade Clássica ou da ideia remotíssima de a autora estar a homenagear Aristóxeno de Tarento, criador da biografia literária. Seus relatos são, realmente, ricos em estranhamento, uma releitura da estética neobarroca e do classicismo na biografia contemporânea, que incorpora fragmentos, cartas, resíduos de memória, revelações/descrições inusitadas, segredos compartilháveis, uma tendência moralizante da linguagem pós-feminista. (Márcio Almeida. In: jornal Estado de Minas)
A Densidade do Céu sobre a Demolição Casé Lontra Marques [Confraria do Vento, Rio de Janeiro, 2009]
Tornar interminável o que sempre termina. Esta parece ser a aventura da intensidade na poesia de Casé Lontra Marques neste seu terceiro trabalho poético A densidade do céu sobre a demolição. De um ponto ao outro e a qualquer ponto, em direções múltiplas e infinitas, a intensidade da escrita, as formas potencializadas das múltiplas estruturas de texto e a impossibilidade reabilitada a cada instante, ou seja, tornando interminável o que termina, reescrevendo intensidades e densidades para navegar por mares adulterados do sentido, tornam este livro uma aventura de intensidade, pensamento e espessura de sentidos e linguagem. (Alexandre Moraes. In: blog A densidade do céu sobre a demolição)