I.
Não vai com o belo. Não vai com o bando.
Cruza esta tela. Cavouca o vidro que divide estes dois mundos.
Miro o seu olho. E tudo na face é olho onde o breu é tudo.
Só a boca exibe-se. Corta as veias do tempo. Recolhe o mel da aurora.
II.
Agora sobe a parede. E sopro. Mas deve de ter uma garra. A
queda é pouca. E logo segue. Um trote lento encanta o tempo e come metro. Já vai.
Mácula. Macha entre outras manchas. Tora de memória na lareira do tempo.
III.
Nesta parede gretada não deitou um rastro.
Não ouço nem trote se indo no breu.
Embalde o esforço de flagrá-la no teto.
E se a visse, entre mil iguais, uma boca no rosto sem face?